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Ago 30 2016

AO SENADO FEDERAL: Mudança da profissão Vigilante/Segurança Privada para Polícia Privada

Por que isto é importante

A Profissionalização da Segurança Privada ou Vigilante sendo hoje Policia Privada...

As atividades profissionais em geral têm se tornado cada dia mais técnicas. Num mundo globalizado, informatizado e em crescimento vertiginoso, não há mais espaço para profissionais amadores, que desenvolvem suas atividades apenas por experiência ou por "ouvi dizer".

No campo da segurança pública, a polícia tem sido cobradas a atuar de maneira científica, através de métodos preventivos e estratégias que evitem o confronto direto com os criminosos e o desgaste perante a população. E como os órgãos da segurança pública não têm conseguido dar conta do recado, a atividade de segurança privada vem ganhando maiores proporções e força a cada dia. Então hoje esse profissional também tem que acompanha a globalização do mundo. Existe ainda no Brasil uma certa resistência quanto à segurança privada. Alguns órgãos policiais vêem a atividade como uma concorrente, e tentam disputar ou desabonar o trabalho dos vigilantes. Nos Estados Unidos, verifica-se um quadro totalmente diferente. É como se a segurança privada fosse uma extensão dos órgãos da segurança pública. Dentro da sua área de atuação, o vigilante lá possui o status de um policial privado. Os policiais, por sua vez, são sempre bem recebidos pelos policias privados ou antes vigilantes, e ambos se consideram como companheiros de profissão.

É claro que ainda chegaremos lá. Para isso, é preciso fazer um bom trabalho de orientação junto aos policiais, especialmente a nível de comando, e também buscar uma maior profissionalização do vigilante para que eles ser torne-se polícia privada. Chega de ver vigilantes organizando filas de bancos, registrando veículos em estacionamentos ou cuidando de afazeres diversos que, ao meu ver, estão fora de sua atividade. A função do vigilante é claramente descrita pelo próprio nome: "vigilante" ou ''Polícia Privada'', manter a ordem e guarda locais, essa sim é sua função.

Mas o que fazer para realmente profissionalizar os nossos vigilantes? O que fazer para passarmos a ser ''Policia Privada''?

Somente através de uma boa seleção, treinamento apropriado e um trabalho de esclarecimento da classe, através de uma associação ou sindicato ativo que defenda os direitos dos seus integrantes e busque a melhoria das condições de trabalho em busca do profissionalismo. Alguns fatores são fundamentais para a profissionalização do vigilante, aliás, não só do vigilante, mas da maioria dos profissionais. Costumamos chamar estes fatores de fundamentos da atividade de vigilância. Eis aqui alguns deles:

Conhecimento da missão - é o conjunto de conhecimentos, em sua maioria teóricos, indispensáveis para o desempenho da atividade de segurança privada. Inclui o direito penal, as leis e regulamentos específicos da sua atividade, e ainda as normas peculiares de cada frente de serviço.

Treinamento - é a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos pelo vigilante. Reúne as técnicas policiais, o uso de equipamentos, armas, as lutas e outras habilidades imprescindíveis. E lembre-se: treinamento não se faz só uma vez. Dia após dia é preciso praticar, discutir e reavaliar as técnicas usadas no trabalho. A lei 7.102/83 foi benevolente ao estabelecer a reciclagem de dois em dois anos; ao meu ver deveria ser feita no máximo a cada 12 meses para que o profissional esteja sempre hábito ao seu serviço de segurança privada.

• O vigilante executa atividade de vigilância patrimonial bem como a segurança de pessoas, realiza transporte de valores ou de qualquer tipo de carga.

• É necessário preparação para ser vigilante.

PERFIL DO VIGILANTE:

Para desempenhar essa função, de uma maneira geral, deve ser uma pessoa de confiança e ter sentido de responsabilidade, integridade, espírito de equipe, cortesia, boa capacidade de comunicação, honestidade, iniciativa e capacidade de decisão.Além da questão moral, a pessoa deve ter boas aptidões físicas, saber lidar com situações de estresse, sentido de observação, dinamismo e boa apresentação.

O conhecimento técnico também é importante, uma vez que o conteúdo programático do seu curso de formação envolve assuntos como segurança, legislação aplicada, primeiros socorros, entre outros.

Veja esse projeto da policia federal para segurança privada:

PF apresenta projeto de segurança privada em audiência pública na Câmara:

O coordenador-geral da Comissão de Assuntos para Segurança Privada (CCASP) da Polícia Federal, delegado Adelar Anderle, foi ouvido nesta quarta-feira, dia 20, durante audiência pública da comissão especial de segurança privada da Câmara Federal, presidida pelo deputado Filipe Pereira (PSC-RJ). Adelar apresentou a versão final do projeto de estatuto da segurança privada, que já foi enviado ao ''Ministério da Justiça''.

Além de vários deputados, a audiência Integração desse modelo de projeto.

Segundo o delegado, o projeto "busca trazer a segurança privada para junto da segurança pública". Ele disse que "estamos numa fase de reconhecimento da segurança privada, mas é preciso fazer a integração".

Hoje existem 3,1 mil empresas de vigilância, 33,6 mil agências bancárias, 5,9 mil carros-fortes e cerca de 1,7 milhão de vigilantes cadastrados. Destes trabalhadores, 38% são empregados pelo setor público, informou o coordenador-geral da CCASP. Adelar criticou o "bico" dos policiais. "Os PMs são mortos mais em folga que em serviço", comparou, dizendo que "68% das mortes ocorrem quando os policiais estão fazendo bico". Ele também atacou a informalidade, defendendo um cadastro nacional da segurança privada. Para ele, "a clandestinidade é um princípio da máfia". Polícia privada é a versão final do projeto enfatiza, segundo o delegado, que "a segurança privada é complementar à segurança pública". Ele explicou que "a ideia é incorporar o vigilante à condição de polícia privada". O texto apresentado voltou a incluir equipamentos mínimos de segurança nos estabelecimentos bancários,como novas armas de calibres melhor e não esse modelo hoje usado como o revolver em todo os serviços de segurança como carro forte,bancaria e escoltas armadas.O delegado propõe mudanças no transporte de valores. "Em determinadas regiões, como nas grandes cidades, podemos usar hoje novas tecnologias, como os malotes inteligentes", defendeu. "Essa forma prevê a utilização de veículos com sistema de blindagem, com dois ''vigilantes,ou Policia Privada'' e um equipamento para manchar o dinheiro com a mesma tinta usada na sua fabricação em caso de assalto", explicou. Adelar frisou que esse tipo de transporte já é usado na França, onde também foram instalados vidros blindados nos caixas das agências. "Em 2007 houve 30 assaltos a bancos naquele país", destacou.

Questionamentos:

O relator da comissão especial, deputado Professor Sétimo (PMDB-MA), salientou a importância da segurança privada e defendeu ouvir o secretário nacional de segurança pública, do Ministério da Justiça, e representantes dos trabalhadores e das empresas, visando aprofundar o debate na sociedade."Há avanços significativos no texto apresentado", avaliou o deputado Eduardo Valverde (PT-RO). Ele perguntou o delegado sobre "a capacidade do projeto de gerar postos de trabalho". Adelar respondeu que essa mudança não deverá reduzir empregos e sim abrir vagas, na medida que todo e qualquer transporte de valores seria realizado dessa forma.O deputado William Woo (PSDB-SP) reclamou das penas de reclusão para policiais que fazem "bico". Também criticou as exigências para a abertura de uma empresa de vigilância (mínimo de 50 empregados) e propôs a inclusão da segurança eletrônica no projeto. Adelar defendeu as exigências. "Não se pode largar o transporte e a guarda de numerário nas mãos de picaretas", declarou. Para o delegado, o projeto é "uma proposta que procurou compor os interesses divergentes entre as diversas categorias e setores do mercado e que possa ser absorvida pelo controle estatal, principalmente pela capacidade de controle e fiscalização da PF". Ele disse que certamente não vai agradar a todos. "Sei que nem todos os anseios de cada categoria foram atendidos, mas, de alma limpa, procuramos buscar o equilíbrio", concluiu Adelar.

"Garantimos a participação dos bancários e dos vigilantes neste importante debate, onde poderemos apresentar as nossas propostas para trazer mais segurança para os trabalhadores e a sociedade", comentou o ''Delegado da Policia Federal Adelar Anderle'.

Bom amigos, para isso funcionar melhor também é preciso um bom salário hoje a esse profissional de segurança privada ou vigilante. Ao meu ver um salário digno é um piso de R$ 3,500 reais e mais seus benefícios, então vamos lutar para isso acontecer assinando essa petição para chegar ao Senado Federal para que esse projeto do Delegado Adelar Anderle possa ir à frente. Novamente peço para assinarem a petição sobre a troca da CNV, troca dos Armamentos em toda as categorias e só um modelo de uniforme em cada Estado.

Amigos a luta continua, não vamos só viver de sonhos, vamos lutar para isso acontecer mas vocês tem que assinar essa petição para fazer ela valer como projeto de Lei.

Amém...

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